Toda eleição tem seu preço. Quem paga nem sempre recebe

Não há nenhuma solidariedade política gratuita e, com certeza, a mais cara delas é a da mídia, que, mesmo sendo a de mais alto custo, não é fiável e somente se sustenta até o momento que seu escolhido, ou pagador, se mantém viável. No final, o provável ganhador recebe antecipadamente aplauso da grande mídia, como foi o caso de Lula na vitória na eleição presidencial. No que ele foi eleito, a TV Globo declamou teatral texto canonizando o novo santo e o deusificando em beatificante ato religioso tão comovendo que era capaz de fazer chorar uma estátua de pedra.

A virada no apoio de Temer permitiu um rio de água passar por baixo da ponte, mas não mostra nem diz o que levava a enxurrada. A que preço não se sabe, mas o certo é que apesar de todas as ondas contrarias, foram vistas muita coisa rolando com presteza para atender os novos devotados adoradores adeptos de Michel Temer que tudo querem fazer para vê-lo salvar a pátria e levar o povo brasileiro a Terra Santa como Moisés.

O vice, como velha raposa política, desceu do cavalo da confiança de velhos amigos de 40 anos de aliança política buscou outras garantias de votos e tentou de outras praças do mercado. Resolveu liberar a verba mais corrupta do Brasil, a tal emenda parlamentar, que se fosse fiscalizada levaria a maioria dos prefeitos brasileiros para cadeira.

A prazerosa e divertida teatralização construída por todas as mídias foi sepultada no dia da votação do processo que pedia o julgamento do presidente da República por receber propina em ato confesso em pleno exercício do cargo em horas sombrias da madrugada fria em meio aos noturnos fantasmas solitários que vagavam pelos imensos corredores dos palácios solitários brasilienses. Atrás, da grana que correu para olear e azeitar dívidas de eleitores apaixonados pela pátria amada Brasil que resolveram acreditar em Temer como o grande futuro nacional e apagaram a agenda da corrupção e agora falam em crescimento econômico. Com o finda proposta da suspensão do mandato presidencial acabou a corrupção e os corruptos. Viva o Brasil novo do Temer velho.

Com o chefe livre, leve e solto ficaram alguns ratos presos por algumas armadilhas que já mostram toda alegria de enxergar a luz do fim do túnel com as generosas palavras do presidente do Tribunal Superior que constatou que em Curitiba foi criada uma nova república e de lá são disparadas um conjunto de normas contrárias àqueles que foram adotados pela república brasileira. É um pais dentro de outro pais, como San Marino e a República Basca na Espanha. Eu mesmo vou criar a República de Sobral, no Ceará, como já foi feito uma vez no primeiro reinado.

Em quase um ano de Governo, exprimido pela pressão da imprensa, cujas negociações e exigências são desconhecidas e sem qualquer estardalhaço, pois não é matéria para noticiário, Temer conseguiu uma noite de sono, juntamente com aqueles que foram contra as massas e solidários a ele no Congresso, não merecem a punição, a execração pelo ato, como ocorreu no caso da mesma votação de Dilma. No gabinete presidencial foram instalado, como objetos sagrados (misturadores de vozes), capazes de salvar a República e silenciar tenebrosos indiscrições.

Elcias Lustosa
*Jornalista e escritor

Sobre elciaslustosa

Redator político dos jornais de maior circulação do país há cerca de cinquenta anos, trabalhando como jornalista profissional e comentarista de assuntos políticos e econômicos. Desenvolveu também atividade de promoção de eventos com empresas de sua propriedades ao longo da vida.
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