Vice é a mãe de todos vícios no bate-boca de alcagueta com moleque desordeiro

O dedo acusador do delator ou alcagueta representa a deduragem de um criminoso e bandido que quer se safar das penas por seus crimes acusando seus parceiros. Assim Michel Temer preferiu virar dedo-duro, abrindo mão de toda dignidade do cargo, para evitar ser recolhido ao xadrez na mesma cela de seu sócio em tenebrosas transações. Grandes ou pequenos marginais, gradação em função do valor da falcatrua, aparecerem alegremente como dedo-duro e se fazem atores de novelas a pregar a remissão de seus pecados, com a esperança de conseguir a salvação dos castigos impostos pelo Supremo, não o Divino, mas o Tribunal Federal.

Querem se por de almas puras como madalenas arrependidas, a considerar que cometeram pecados veniais, não tão mortais como querem indicar seus acusadores. Muitos dizem que roubavam por engano ou nem sabiam das falcatruas e berram bravatas sem que em nenhum momento se mostrem capazes de explicar suas traquinagens de bandidos menores. Temer, cada dia mas sujo, mais do que pau do galinheiro aumentou tanto de peso que acabara caindo sozinho como bandidos obesos de roubos. Ele quer provar que o dinheiro do Tesouro era também dele e de seus asseclas, pois de todos, assim retiravam uma parte como se lhe fosse própria dos mesmos.

Por sua vez, paraquedista a se mostrar bom equilibrista se despe de qualquer dignidade do cargo para virar dedo-duro primário em busca da remissão de seus males acusando o sócio das falcatruas como grande delinqüente, enquanto ele foi angelicalmente enganado virando uma laranja pobre em meio de um grande fardo de outras iguais que invadiram o Congresso Nacional. Eles não são como arruaceiros, mas devotados lideres políticos eleitos pelo voto popular. É penoso se saber como nós brasileiros fomos capazes de colocar no parlamentar tantas execráveis figuras que envergonham a qualquer cidadão sem ser portador de mínima dignidade graças a uma longa e lamacenta ficha criminal. Os bandidos no Legislativo tentam provar que o povo não sabe votar, como dizia Pelé nos velhos tempos. A começar com a escolha da vice presidência, dai se ler que a canalhice é mãe de todos os vices.

Poucos se dão ao mutismo a honrar a sua história pessoal, principalmente em relação aqueles que pegaram em armas pelo sonho de ter de volta no Brasil a democracia e lutaram contra a ditadura militar e a favor da devolução ao povo do direito de escolher seus governantes através de eleições diretas. Muitos se amiudaram nas perdas na ditadura, mas a maioria dos combatentes que foram até o fim, até o retorno do militares aos quartéis, o fizeram com dignidade e honra. Muitos dos canalhas que se perpetuaram durante o regime autoritários dobravam a espinha num servilismo degradante, formando a rede governamental mal conduzidas pelos generais inábeis na condução de negócios políticos.

Sou da geração que imberbe acompanhou a quartelada do primeiro de abril de 1964 e viu nascer um regime militar, cujos agentes foram preparados e adestrados pela CIA com ordens expressas de aniquilar qualquer resistência contra os norte-americanos para que em nenhuma hipótese viesse a surgir uma nova Cuba na América do Sul, conforme documentos públicos que retratam palavras do próprio presidente dos Estados Unidos, Lindon Jonhson, recentemente publicados.

Disto tudo, resta verificar que, matar cidadãos e violentar consciências em todos continentes, eram práticas dos norte-americanos para impor o seu capitalismo selvagem e seu próprio império. Nunca imaginavam que uma silenciosa China tomaria seu lugar de maior economia do mundo e o império soviético dilacerado num processo de desmantelamento corrupto seria uma economia e uma potência menos expressiva que o próprio o Brasil.

Já, já seremos maiores e melhores graças ao fim da canalhice imposta e moldados pelos Estados Unidos e implantada durante e no pós-ditadura militar de 1964, com a adoção de um forte purgante que faz serem expelidos do ventre da pátria todos os canalhas que se assoberbaram do poder político e agora estão sendo expelidos com sacrifício e dor.

Elcias Lustosa

*Jornalista e escritor

Sobre elciaslustosa

Redator político dos jornais de maior circulação do país há cerca de cinquenta anos, trabalhando como jornalista profissional e comentarista de assuntos políticos e econômicos. Desenvolveu também atividade de promoção de eventos com empresas de sua propriedades ao longo da vida.
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