Sem porto, nem capitão, Brasil naufraga nas águas da corrupção.

Ao contrário do que ocorreu no fim da republica de Vargas, no fatídico 24 de agosto de 1954, não há perspectivas de mudança no cenário da politica nacional, principalmente diante da ausência de atores que possam liderar uma mudança substantiva no caracter da politica nacional, suprimindo aqueles que conduzem as bandalheiras e se locupletam com as trapalhadas da corrupta burocracia brasileira. Não há nem mesmo a perspectiva da letra de musica de Chico Buarque de se chamar o ladrão, pois há muito o ladrão esta no jogo e a coisa é tão grave que um dos quadrilheiros afirma que o maior chefe do bando é o próprio presidente da república.

A cada dia Temer se enrosca em tenebrosas transações feitas na moita com verdadeiros mafiosos desprovidos de qualquer caracter étnico e se apoderam de parte disponível de verbas do tesouro nacional. Toda semana o propinoduto é invadido por volumosos conteúdos de negociatas feitas por dirigentes de orgãos públicos liderados por um presidente qualificado por o seu mais importante comparsa como o maior chefe de quadrilha de larápios da nação brasileira. Este é o povo que na sua inação, como fala Ortega Y Garcez mostra incapaz de mobilizasse para derrotar as ratazanas que tomaram conta do poder público de nosso país.

A memória dos acontecimentos do fim da era Vargas mostra uma oposição cruel e perversa que atacava o velho caudilho com uma brutalidade tão furiosa que o fez desmontar seu censo e se deparar com uma encruzilhada histórica a lhe mostrar que sem o gesto heróico e simbólico terminaria seus dias, não como um herói popular, mas como um mero bandido que se aproveitara da sua grande liderança e seu enorme prestígio junto ao povo para obter vantagens pessoais.

O que se vê na quadra atual não é o fim de uma era, a exemplo do que aconteceu com Vargas, mas a interrupção de um processo que abre feridas e expõe mazelas nos três poderes da república, que tentam resolver algumas questões num cenário da luta do salve-se quem poder, sem esperança de aparecimento de um ator que seja capaz de congregar todas as forças vivas da nação para salvar o grande barco pátrio que entrou em um processo de naufrágio há dois ano, com sua economia negativa e sem contar com salvas vidas para possibilitar a sobrevivência daqueles que ainda chamam essa terra de mãe pátria

Elcias Lustosa
*Jornalista e escritor, Autor do Teatro Político e O Texto da Notícia.

Sobre elciaslustosa

Redator político dos jornais de maior circulação do país há cerca de cinquenta anos, trabalhando como jornalista profissional e comentarista de assuntos políticos e econômicos. Desenvolveu também atividade de promoção de eventos com empresas de sua propriedades ao longo da vida.
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