Apatia e desilusão

O desmonte midiático do governo Dilma em mais de um ano de insatisfação de seus inimigos não resolveu o problema dos mesmos, pelo contrário o que se viu foi seu agravamento com cadeia sendo distribuida a vontade por um juiz de Curitiba e outros de diferentes cidades. Dilma caiu, com ela cairam, também, aqueles que queriam beber seu sangue e comer seu fígado. Ex-presidente, nati-morta, perambula por pouco eventos, sem merecer um ritual fúnebre digno de seu sepultamento político, continua entubada sem ir para a tumba sagrada da única mulher, que governou esse país, duas vezes eleita pelo povo.

As empresas midiáticas fabricando audiências inexistentes seguiam a mesma trilha da empreeiteiras que cobravam até cinco vezes pela mesma obra e tiravam bilhões dos cofres públicos, além de saquear grandes fundos de investimentos, bem como, o BNDS, Banco do Brasil, Caixa Econômica e tudo mais que dispussese de saldos de recursos federais. Era uma roubalheira generalizada e nada indica que o verbo pode ser conjugado no passado, porque o senador Aécio Neves e próprio presidente Temer foram flagrados mostrando que a roubalheira continua em pleno vigor.

Todo mundo sabe que nenhum prefeito deixa de cobrar vinte por cento para liberar o pagamento de qualquer verba de obra carimbada, aquela que é feita com recurso federal com destinação específica, ou seja, escola, quadra esportiva, creche e assim por diante. Tem gente que fica com dinheiro preso, porque o novo secretario, com a mudança do prefeito quer outros vinte por cento. Se o Tribunal de Contas dos Municipios quiser fazer seu papel, basta conferir as contas que foram pagas nas mesmas condições das que não foram pagas depois das últimas eleições.

O certo é que, a apatia e desilusão do povo brasileiro nada indica que venha a melhorar com um presidente que faz tratativas criminosas as altas horas da madurugada com um marginal que provém seus bolsos com milhonárias contribuições conforme declaração feitas por um deputado federal recolhido a uma delegacia da polícia federal.

Enquanto o som das viaturas da polícia so incomoda o sono do povo brasileiro, os grandes delinquentes continuam a furtar e o prefeito da maior cidade brasileira brinca de esconde-esconde criando franquias da crancolândia em vários pontos da adorável cidade de São Paulo, quando poderia adotar um programa simples de terapia para atender as vítimas de tão terrivel droga. Como conhecedor da cidade e querendo realmente resolver o problema deveria usar uma medida eficiente que seria colocar em cada setor da prefeitura ou melhor em cada seção de suas secretárias um dependente de crack a fim de que o mesmo não ficasse nas ruas a fazer uso da terrível droga.

Poderia, também, adotar um dependente para ser colocado na residência de cada secretário a fim de torná-los capazes de olhar melhor as dificuldades, para administrar a cidade. Enfim, todo administrador deve mais do que perceber o problema fazer um esforço pessoal de olhar as questões governamentais, João Doria teria, independente do crack, que olhar face to face a verdadeira cara da cracolândia colocando um drogado na sua casa.

Elcias Lustosa
*Jornalista e escritor

Sobre elciaslustosa

Redator político dos jornais de maior circulação do país há cerca de cinquenta anos, trabalhando como jornalista profissional e comentarista de assuntos políticos e econômicos. Desenvolveu também atividade de promoção de eventos com empresas de sua propriedades ao longo da vida.
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