Temer: Ninguém me derruba, caio sozinho

Em quase 40 anos empoleirado em algum galho no poder, Temer se tornou a mais expressiva iminência parda do governo desde que um militar se afastou do serviço para campear suas éguas de madrugada se tornando general suicida que andava com a idéia metida na cabeça de se matar caso ganhasse somente um salário mínimo de soldo. Na verdade, ele preferia o cheiro de cavalo ao do povo. Deve ter sido por causa da proximidade dos políticos que ficou com nojo do odor de gente.

Ao final do tempo e do governo, o nosso presidente Temeroso, o Vacante, olha para os lados e não enxerga sua companheira e o herdeiro de triste herança, sentindo apenas tremular a fria lâmina sobre sua cabeça da espada de Dâmocles presa a um puído fio de cabelo da calda do cavalo que deverá se romper em horas. O próprio movimento brusco pode romper o fio que segura a espada que só resta a Temeroso um olhar assustado para as figuras tolgadas dos membros do Tribunal Eleitoral, que cercam fúnebre seu leito a espera do desenlace fatal.

Já não há mais governo, estamos pondo em prática a gestão da coisa pública sem necessidade de administradores indicados em caráter político tendo em vista, que o temor de que podem ser penalizados por crimes tornam tais condutores da coisa pública mais honestos do que aqueles nomeados com apoio político. Há uma certeza muito maior dos apadrinhados, que sobre eles pesam maior o risco de ser preso e julgados, de que aqueles que são merecedores das graças e benções dos políticos que recebe uma parcela dos lucros, ou melhor, dos furtos das verbas públicas como sempre acontece na realização das atividades governamentais.

Quando menino lembro da minha avó falar do desastre das crianças que perdiam tudo quando iam com muita sede ao pote, o que me levava a uma reflexão metafísica complexa, já que o pote era uma reserva de água frágil, que se partia ao sofrer um choque quando nos crianças se chocávamos com ele deixando todos sem água. Hoje, vejo que os malandros do setor público foram com muita sede ao pote e o povo brasileiro esta tentando exigir que instituições sobreviventes, poucas por sinal, possam recolher os pedaços para que tenhamos novamente água para que todos possam usufruir deste bem essencial a vida. Os crimes contra os cofres públicos são de uma violência que só não tem reação dramática maior em virtude de um certo grau de satisfação coletiva com relativo bem estar da população, pois qualquer quebra neste patamar que implique em prejuízo do grau da qualidade de vida do povo brasileiro corremos risco de movimentos de massa violenta.

Elcias Lustosa

*Jornalista e escritor

Sobre elciaslustosa

Redator político dos jornais de maior circulação do país há cerca de cinquenta anos, trabalhando como jornalista profissional e comentarista de assuntos políticos e econômicos. Desenvolveu também atividade de promoção de eventos com empresas de sua propriedades ao longo da vida.
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