Temer virará bolo na festa da cadeia

Fukuyama falou do fim da História, mas se enganou. Era só o trailer do fim do mundo. Os três hospedes fugidos de alguns hospitais psiquiátricos governam os Estados Unidos, França e Brasil e tomam os comprimidos tarja preta. Nos trópicos, o advogado porta de xadrez, do lado errado da grade, não se conforma em observar os cofres do tesouro Nacional com saldo e se apresssa em retirar parte dos depósitos como se fosse sócio-majoritário da empresa Brasil. Mesmo a fazer discurso com performance de bolo em festa de aniversário na cadeira pública.

O povo deste país foi castigado pelo destino que o colocou na chefia do governo por força do azar. No cargo, ele sentiu o cheiro da carne fraca, mas não ficou satisfeito quando viu os cães empanturrados. Logo quis abocanhar maior pedaço que pequena migalha de uma picanha de custo de um milhão de reais, sem falar em outro milhãozinho que foi para sua conta pessoal, que era parte das trinta moedas judaicas (de Judas), entregue a um honrado e brioso coronel da PM de São Paulo, devidamente retratado para o seu histórico farisaismo. O bom e digníssimo oficial foi indicado por Temer para responder pela segurança de milhões de paulistas, apesar de roubar uns trocadilhos, pois ninguém é de ferro.

No Brasil, o desmoronamento do fim do túnel fica evidente com o apagar das luzes que se verificou com o depoimento feito pelo maior produtor de proteína do mudo que negocia com o governo brasileiro bagatela de alguns bilhões de dólares para ressarcir o Brasil a título de tributos e multas por apropriar-se de recursos públicos através de falcatruas, partes das quais foram distribuídas com honrados e grandes estadistas que pronunciam ricos discursos povoados de inúmeros palavrões.

Havia uma lógica de racionalização absurda baseada no rouba mas faz, que prevaleceu antes e durante do golpe militar de 1964. Na ditadura se roubou tanto que se construiu a cultura da corrupção fundada no silêncio da censura marcada pelo regime da arbitrariedade. Nunca houve duas obras que se roubasse tanto quanto a Belém-Brasilia e a Transamazônica. Toda cultura de corrupção foi arquitetada e aperfeiçoada e resultou no que existe hoje. Os militares, para honrar a sua própria história, deveriam investir e apurar para apontar os corruptos daquela época, mesmo que não seja possível sua condenação, mas para que fique claro que jamais compactuaram com tais crimes, toda a corrupção daquele período.

Com o fim do “rouba, mas faz”, predicamos acabar com o atual “deixa eu roubar que eu faço”.

Elcias Lustosa

*Jornalista e Escritor

 

Sobre elciaslustosa

Redator político dos jornais de maior circulação do país há cerca de cinquenta anos, trabalhando como jornalista profissional e comentarista de assuntos políticos e econômicos. Desenvolveu também atividade de promoção de eventos com empresas de sua propriedades ao longo da vida.
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